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Filhos de mafoma

Filhos de mafoma: mouriscos, criptoislamismo e Inquisição no Portugal Quinhentista
Autor: Rogério de Oliveira Ribas
Páginas: 377
Formatos: PDF
ISBN: 978-65-5831-140-9
Eduff
Edição: 1ª
Ano: 2021
Idioma: Português
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Filhos de mafoma: mouriscos, criptoislamismo e Inquisição no Portugal Quinhentista 

 

Neste livro, Rogério Ribas pesquisa sobre os mouriscos (mouros convertido ao catolicismo, fossem ou não sinceros em sua conversão) penitenciados pela Inquisição Portuguesa no século XVI, período em que, à semelhança da vizinha Espanha, é possível registrar em Portugal a ocorrência de um "problema mourisco".

Muito diferente em diversos aspectos, como ele destaca, daquele ocorrido na Espanha, seja na cronologia, seja no perfil dos mouriscos que se constituíram em alvo da ação persecutória inquisitorial. No entanto, um "problema mourisco" em que 349 indivíduos foram processados pelo Santo Ofício Lusitano no século XVI, acusados de crenças e práticas criptoislâmicas, sobretudo nas décadas de 1550-1560, sendo que oito deles acabariam relaxados à justiça secular.

Segundo o autor, "os mouriscos foram, muito provavelmente, o terceiro grupo de hereges específicos que mais conheceu o cadafalso inquisitorial, somente superado pelos sodomitas e, obviamente, pelas centenas de judaizantes queimados entre meados do século XVI e meados do XVIII".

O livro reconstrói, de um lado, o perfil da comunidade mourisca de Portugal (onde a imensa maioria dos mouriscos penitenciados pela Inquisição, no século XVI, era composta de estrangeiros, sobretudo naturais do norte africano, terra dos xarifes). De outro lado, examina a repressão inquisitorial, seus ritmos, a natureza dos processos, tormentos, sentenças, trajetórias individuais, desditas.

Originalmente tese de doutorado que Ribas apresentou à Universidade de Lisboa, teve sua pesquisa realizada a partir de 1994, especialmente no Arquivo Nacional da Torre do Tombo e na Biblioteca Nacional de Lisboa, e apoia-se em fontes inéditas da Inquisição Portuguesa.

Ribas defende a tese original de que essa população mourisca mantinha crenças e práticas criptoislâmicas, ainda que limitadas pela diáspora em que se encontravam os mouriscos, e não obstante as influências que, em maior ou menor grau, o catolicismo exercia sobre todos, batizados que eram na Igreja, exceto os poucos mouros processados pelo tribunal.

Essa minoria viu-se impedida de seguir suas tradições religiosas e compelida a abraçar o cristianismo na sua versão católica, além de ameaçada de cair nas garras do Santo Ofício caso perseverasse clandestinamente nas suas tradições. Centenas de mouro-descendentes não escaparam da sanha inquisitorial, oito deles condenados à fogueira. 

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